Indicador de preço de alimentos no atacado cai 4,32% em 2017, diz Ceagesp

O ano de 2017 foi favorável para o setor de abastecimento de hortifrutícolas. O índice de preço da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp) apresentou queda acumulada de 4,32% no ano passado, favorecida pelo clima e pela recuperação da economia. “Com juros mais baixos, o setor, no geral, conseguiu se recuperar das dificuldades enfrentadas em 2016, aumentando os investimentos e o volume ofertado”, informa a Ceagesp, em comunicado.

Com mais produtos no mercado, os preços dos cerca de 150 alimentos acompanhados pelo índice Ceagesp encerraram o ano com queda. Frutas e diversos registraram reduções expressivas ao longo do ano. Verduras e pescados, entretanto, fecharam o ano com elevação.

Em dezembro, o índice Ceagesp recuou 2,32%. Todos os setores apresentaram queda, com destaque para os setores de legumes e verduras, que apresentaram o mesmo recuo de -5,99%.

No comparativo entre janeiro e dezembro, foram destaques de queda de preço, entre as frutas: coco verde (-38,0%), manga palmer (-32,5%), banana nanica (-28,7%), laranja pera (-28,2%), maçã fuji (-28,0%) e melão amarelo (-26,2%). Entre legumes: mandioca (-54,0%) chuchu (-39,8%), mandioquinha (-31,1%) e abóbora japonesa (-23,3%).

As principais quedas de preço em Verduras: coentro (-49,3%), rúcula (-21,1%), espinafre (-18,9%) e brócolis (-13,5%). Entre diversos: alho chinês (-77,5%) e alho nacional (25,3%). Pescados: lula congelada (-34,0%), salmão (-22,4%), cascote (-15,8%) e pescada (-15,7%).

Principais altas no período, entre as frutas: limão taiti (156,4%), mamão havaí (59,5%) e mamão formosa (24,8%). Legumes: pimentão verde (63,8%), abóbora seca (52,4%), tomate maduro (42,6%), tomate salada (32,6%) e cenoura (26,5%). Verduras: escarola (53,5%), repolho (32,7%), alface crespa hidropônica (18,3%) e acelga (15,0%). Diversos: batata beneficiada lisa (48,8%), coco seco (23,0%) e cebola nacional (17,4%). Pescados: tainha (62,0%), sardinha congelada (51,2%) e pintado cativeiro (12,9%).

Conforme a Ceagesp, as frequentes chuvas e as altas temperaturas que comumente ocorrem no primeiro trimestre de cada ano podem provocar situações prejudiciais para a produção de hortaliças, notadamente as mais sensíveis. Portanto, legumes e verduras devem apresentar problemas na qualidade e diminuição do volume ofertado no início de 2018. Em contrapartida, a maioria das frutas devem registrar boa oferta e preços reduzidos em relação ao ano passado.

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